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Livro sobre o MUDE editado pela Scala Publishers

Acaba de ser publicado em conjunto com a Scala Arts & Heritage Publishers Ltd um livro sobre o MUDE- Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo, com ensaio de Bárbara Coutinho, profusamente ilustrado e muito material inédito. Esta publicação, disponível em português e inglês, traça a história do edifício, dá a conhecer a Coleção Francisco Capelo e o conceito museológico do MUDE desde 2009, colocando em evidência o modo como cada exposição tem vindo a ser desenhada como uma encenação, criada a partir dos objetos selecionados, do espaço descarnado e do campo aberto deixado para a subjetividade de cada visitante. A publicação termina com a antevisão das obras a realizar para que o público tenha acesso aos pisos ainda encerrados. Agradecemos a todos os que colaboraram nesta publicação, a todas as instituições, colecionadores, designers, curadores, arquitetos, artistas e fornecedores que colaboraram com o museu desde 2009, em especial aos autores e entidades que gentilmente cederam fotografias, plantas, textos e desenhos:

Arquivo Histórico do BNU e Gabinete do Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos
Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa
Fundação Calouste Gulbenkian - Biblioteca de Arte
António Viana
Dani Admiss
Frederico Valsassina Arquitectos
Fernando Guerra
José Manuel Castanheira
José Dominguez Vieira (PH3)
Luís Miguel Saraiva
Mariano Piçarra
Olga Sanina & Marcelo Dantas Arquitectos
RCJV Arquitectos - Ricardo Carvalho & Joana Vilhena
SAMI Arquitectos (Inês Vieira da Silva, MIguel Vieira)
Trienal de Arquitectura / João Inácio

O catálogo está à venda no mude e tem distribuição internacional pela Scala Arts & Heritage Publishers Ltd

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Zeitgeist - Primeira exposição online

Primeira exposição online realizada a partir de um exercício proposto aos alunos da disciplina "História e Crítica do Design II" da FBAUL, lecionada por Frederico Duarte
 


Mural de azulejos de André saraiva junto ao jardim Botto Machado

O MUDE é o promotor da realização e colocação de um grande mural de azulejos da autoria de André Saraiva, junto à Feira da Ladra, por três grandes razões: contribuir para a afirmação do design e da criatividade nacionais através do encontro entre designers e empresas; contribuir para a melhoria do espaço público de Lisboa; promoção dos sectores de produção tradicional portuguesa.
Esta iniciativa integra-se também na estratégia de promoção da arte pública e no programa de investigação, conservação e promoção do azulejo levados a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa.
A produção do painel resultou inicialmente de um acordo estabelecido entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Grupo Prebuild, detentor da Viúva Lamego, por ocasião da exposição que o MUDE realizou sobre a obra de André Saraiva, ainda em 2014.
Sendo um projecto de singular importância para o roteiro de arte pública nacional e internacional, para o turismo cultural e para a requalificação da área, associa-se a esta iniciativa a Junta de Freguesia de São Vicente.
Duas outras importantes empresas nacionais integram ainda esta parceria: a HCI Construções e a SECIL, garantindo não só a colocação do mural de azulejo, como o prévio tratamento e recuperação do muro. Contamos ainda com a colaboração de um grupo de alunos de pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa que irão auxiliar André Saraiva.
Com cerca de 170 m, 950 m2 de área e 46000 azulejos pintados à mão, o mural cobre o muro do Jardim Botto Machado, junto à Feira da Ladra, perto do Panteão Nacional. O Jardim Botto Machado, plantado em 1862, recebeu esta designação em homenagem ao diplomata e político republicano (1865-1924).
A produção em fábrica decorre entre Julho e Dezembro de 2015, e a sua colocação inicia-se entre Janeiro e Março de 2016, para que possa ser usufruído por todos em junho de 2016.
O desenho de André Saraiva propõe uma “reinterpretação” da cidade de Lisboa, trabalhando-a com as cores e o desenho que o caracterizam. Passado e presente misturam-se, tal como algumas referências a outras capitais mundiais onde vive e trabalha. O céu e o Tejo são as notas dominantes num desenho onde reinam o branco e o azul, tão distintivos de Lisboa. Reconhecem-se, entre outros marcos da cidade, o Castelo de S. Jorge, o Padrão dos Descobrimentos, a Ponte sobre o Tejo, o Elevador de Sta. Justa ou o Campo Pequeno, à mistura com Mr. A, personagem de cabeça redonda, grande sorriso, olhos em forma de X e pernas lineares que André Saraiva criou nos anos noventa e que rapidamente se espalhou pelas ruas de várias cidades europeias. Pelo meio, a evocação a poetas e lugares emblemáticos para o autor.
Deste modo, a CML/MUDE, o artista André Saraiva, a Junta de Freguesia de São Vicente, a Prebuild/Fábrica Viúva Lamego, a HCI Construções e a SECIL oferecem a Lisboa uma obra que será um marco internacional nos murais de azulejo, distinguindo Lisboa no mapa da arte pública, pela sua dimensão, arte e técnica.