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10 Mar. 2018 > 15 Jul. 2018

Curadoria: Bárbara Coutinho e Adélia Borges
Design expositivo: Rita Filipe
Design de comunicação: Vivó Eusébio

Local: Palácio dos Condes da Calheta, Jardim-Museu Agrícola Tropical (Belém)
Rua General João de Almeida, N 15,1300-266 Lisboa

3ªfeira a Domingo
10h-18h
última entrada 17h45

encerra 2ªfeiras, 25 dezembro e 1 janeiro
24 dezembro e 31 de dezembro, encerra às 14h

Parceria Universidade de Lisboa – Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC)


A exposição propõe-se traçar um mapa de fluxos entre Portugal e Brasil, focando a atenção no design e na cultura material de cada país, de modo a problematizar a natureza dessas trocas e tentar entender como espelham a identidade e a história de cada um. A partilha de olhares e ideias entre as duas curadoras – Bárbara Coutinho, portuguesa, e Adélia Borges, brasileira – teceu uma malha de trabalhos transversais e autores que vivem cruzando ou unindo o Atlântico Sul. A exposição foca-se nos territórios de Portugal e Brasil, mas olha para a cultura material de alguns países africanos, uma vez que estes fluxos e trocas não foram bidirecionais, envolvendo muitas vezes África.

Os objetos, projetos, móveis, embalagens, peças gráficas e vestuário em exposição remetem tanto para a história, identidade, política, cultura e memória coletiva de cada país (incluindo reinterpretações de algumas marcas e símbolos nacionais), como espelham alguns estereótipos e/ou equívocos das suas representações e imagéticas. Outras peçasremetem ainda para a cultura arquitetónica ou vivem num território híbrido, entre o design e o artesanato.
Muito embora coloque em diálogo obras de diferentes períodos das nossas histórias, incluindo o período de colonização do Brasil, a exposição centra-se no século XX-XXI. Sem qualquer intenção de criar um discurso cronológico ou de esgotar um tema tão amplo, procura ser um espaço de reconhecimento, consciencialização e debate sobre a riqueza de uma real proximidade entre os dois países.
Entre os vários projetos apresentados encontram-se, por exemplo, Joaquim Tenreiro que traz de Portugal a maestria no trato da madeira para se tornar o “pai” do móvel moderno brasileiro; na direção contrária, encontramos a aplicação das colunas do palácio do alvorada de Óscar Niemeyer no Colégio de Moimenta da Beira, gesto considerado subversivo pela ditadura de Salazar. Mapeiam-se também iniciativas recentes de trabalhos elaborados em conjunto por profissionais das duas nacionalidades.

 Jornal da exposição deleg_MUN LX_jornal PT tanto mar_low.pdf