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O mais profundo é a pele

30 Mar. 2017 > 25 Jun. 2017

Parceria com Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) e Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa (CFCUL)

Palácio Pombal

A exposição nasce da coleção de pele humana tatuada, datada de 1910-30, tutelada pelo Instituto de Medicina Legal de Lisboa (IML). Do ponto de vista expositivo pretende efetuar-se uma abordagem s artística e sociológica. Ao contrário de coleções congéneres, de outros países, o espólio do IML está consolidada por uma abundante documentação (desenhos e retrato sociocultural de cada individuo), a incluir na exposição.

Esta exposição recupera os ambientes vividos nos bairros típicos de Lisboa no limiar do século XX onde se entrecruzam a marginalidade, a prostituição e o fado; contribuindo, assim, para aprofundar o conhecimento sobre a cidade. Ao mesmo tempo, indaga sobre as eventuais características de desenho da tatuagem portuguesa.

Curadoria
Carlos Branco (INMLCF)
Catarina Pombo Nabais (CFCUL)

O mais profundo é a pele

Novo Mundo. Visões através da Bienal Iberoamericana de Diseño. 2008-2016

22 Abr. 2017 > 02 Jul. 2017

Local: Palácio dos Condes da Calheta, Jardim-Museu Agrícola Tropical (Belém)
Parceria Universidade de Lisboa – Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) 

A exposição Novo Mundoparte das cinco edições da Bienal Iberoamericana de Diseño (BID) realizadas entre 2008 e 2016 para refletir sobre a real capacidade do design ser um agente transformador da sociedade e do homem. Os projetos e serviços selecionados, de quase 200 designers oriundos de 20 países, têm vindo a estimular a real partilha de informação e conhecimento, o intercâmbio intergeracional, a coesão social, a inclusão e o multiculturalismo, contribuindo para o desenvolvimento humano e para a sustentabilidade social, ao mesmo tempo que testemunham a universalidade da linguagem do design. Muitas propostas permitem uma leitura sobre alguns dos problemas mais prementes da atualidade, como as migrações e a exclusão social, a violência urbana, os desalojados, a iliteracia, a criação de novas fronteiras/muros, o aumento dos nacionalismos ou os extremismos políticos. Ao mesmo tempo, evidenciam o contributo do design em projetos multidisciplinares, colaborativos e participativos, ou em áreas tão diferentes como a ciência, a política, a educação e a medicina. Estamos muitas vezes perante projetos simples, desenvolvidos à escala local, que recuperam técnicas e saberes tradicionais ou que usam as vantagens da globalização e as novas tecnologias de informação e comunicação, fomentando uma cidadania ativa e valorizando o compromisso coletivo.
A exposição privilegia mais o pensamento, a palavra, o projeto e a responsabilidade ética de cada designer, do que o produto final. Quer mostrar o design como verbo (como prática e compromisso), expondo as convicções, intenções, expectativas e metodologias defendidas pelos diferentes autores. É um espaço de reflexão sobre o nosso mundo, o interculturalismo do espaço ibero-americano e o próprio processo curatorial que a construiu, na medida em que este permite debater alguns estereótipos e preconceitos que ainda persistem.
O título pretende também espelhar o espaço de reflexão que queremos criar. Ao mesmo tempo que nos remete para o termo histórico que cunhou os territórios descobertos pelo Velho Mundo, e nos confronta com o olhar eurocêntrico que construiu uma determinada visão das Américas e das suas populações indígenas, Novo Mundo fala-nos de um mundo verdadeiramente global e de uma sociedade mais equilibrada e humanista que importa construir, e para a qual a cultura e o design ibero-americanos têm um importante contributo.

Curadoria: Bárbara Coutinho
Parceria: Asociación Diseñadores de Madrid (DIMAD)

Imagem de Pedro Miguel Cruz "Visualizing Empires Decline"

Consulte a programação da Capital Ibero Americana da Cultura

Novo Mundo. Visões através da Bienal Iberoamericana de Diseño. 2008-2016

Como se Pronuncia Design em Português: Brasil hoje

15 Jul. 2017 > 08 Out. 2018

Local: Palácio dos Condes da Calheta, Jardim-Museu Agrícola Tropical (Belém) - Parceria Universidade de Lisboa – Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC)

Portugueses e brasileiros partilham a mesma língua mas também a mesma palavra estrangeira: design. o sotaque pode mudar mas esta palavra, pronunciada dos dois lados do Atlântico sem ser traduzida, tem hoje muitas declinações e múltiplas interpretações. De que é que falamos então quando falamos de design? em 2015 o MUDE apresentou na exposição “como se pronuncia design em português?” mais de 200 interpretações deste termo, enunciadas por designers portugueses ao longo de mais um século
Dois anos depois revela 100 perspetivas de design enunciadas no Brasil do século XXI. Cinquenta destas perspetivas são livros escritos sobre design no Brasil e designers brasileiros, os quais podem ser lidos e comprados na livraria que ocupa o centro da exposição. Ao facilitar o acesso a uma amostra significativa da produção eleitoral sobre design no Brasil, esta livraria presta um serviço único e pioneiro à comunidade portuguesa de designers e interessados em design.
Na exposição são ainda apresentados cinquenta projetos que exploram a pluralidade desta disciplina, mostrando como o design tem sido empregue no Brasil contemporâneo para promover, mas também para questionar ideias de progresso, consumo, identidade, património, cidadania ou protesto.
Juntas, estas 100 perspetivas – que incluem uma universidade de saberes indígenas, embalagens de gel de banho, uma materioteca, um mapa de transportes públicos, uma família de candeeiros, um tipo de letra gratuito e uma moeda social, mas também dois jogos sobre a violência e corrupção no Rio de Janeiro, uma pulseira eletrónica e uma visão distópica do Brasil no futuro – evidenciam a especificidade e complexidade do ato de projetar para o povo, sociedade, mercado ou território brasileiros, bem como o carácter cosmopolita e o alcance universal do design praticado na língua portuguesa.

Curadoria: Frederico Duarte

Consulte aqui a programação da Capital Ibero Americana da Cultura

Como se Pronuncia Design em Português: Brasil hoje

Tanto Mar. Fluxos transatlânticos pelo design

21 Out. 2017 > 04 Fev. 2018

Local: Palácio dos Condes da Calheta, Jardim-Museu Agrícola Tropical (Belém) - Parceria Universidade de Lisboa – Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC)

A exposição propõe-se traçar um mapa de fluxos entre Portugal e Brasil, focando a atenção no design e na cultura material de cada país, de modo a problematizar a natureza dessas trocas e tentar entender como espelham a identidade e a história de cada um. A partilha de olhares e ideias entre as duas curadoras – Bárbara Coutinho, portuguesa, e Adélia Borges, brasileira – teceu uma malha de trabalhos transversais e autores que vivem cruzando ou unindo o Atlântico Sul. A exposição foca-se nos territórios de Portugal e Brasil, mas olha para a cultura material de alguns países africanos, uma vez que estes fluxos e trocas não foram bidirecionais, envolvendo muitas vezes África.
Os objetos, projetos, móveis, embalagens, peças gráficas e vestuário em exposição remetem tanto para a história, identidade, política, cultura e memória coletiva de cada país (incluindo reinterpretações de algumas marcas e símbolos nacionais), como espelham alguns estereótipos e/ou equívocos das suas representações e imagéticas. Outras peçasremetem ainda para a cultura arquitetónica ou vivem num território híbrido, entre o design e o artesanato.
Muito embora coloque em diálogo obras de diferentes períodos das nossas histórias, incluindo o período de colonização do Brasil, a exposição centra-se no século XX. Sem qualquer intenção de criar um discurso cronológico ou de esgotar um tema tão amplo, procura ser um espaço de reconhecimento, consciencialização e debate sobre a riqueza de uma real proximidade entre os dois países.
Entre os vários projetos apresentados encontram-se, por exemplo, Joaquim Tenreiro que traz de Portugal a maestria no trato da madeira para se tornar o “pai” do móvel moderno brasileiro; na direção contrária, encontramos a aplicação das colunas do palácio do alvorada de Óscar Niemeyer no Colégio de Moimenta da Beira, gesto considerado subversivo pela ditadura de Salazar. Mapeiam-se também iniciativas recentes de trabalhos elaborados em conjunto por profissionais das duas nacionalidades.

Curadoria: Bárbara Coutinho e Adélia Borges

Consulte a programação da Capital Ibero Americana de Cultura

Tanto Mar. Fluxos transatlânticos pelo design