O Mude na Rua Augusta:
- Restitui à Baixa a sua centralidade cultural e vivencial, associando as funções culturais e comerciais, ou seja, numa zona onde o comércio de qualidade vem escasseando e a banca é dominante, oferece-se à cidade um novo equipamento que faz exactamente o movimento inverso;
- É um importante incentivo para a recuperação do edificado, na medida em falamos de um dos edifícios mais emblemáticos da Rua Augusta;
- Concorre decisivamente para a modernização da Baixa ao ser um projecto cultural com uma forte identidade;
É um centro cultural a pulsar na artéria principal da cidade, com áreas de exposição, divulgação, criação, convívio, educação e debate;
- Contribui para a requalificação do comércio
O edifício situa-se em pleno coração da Baixa Pombalina, ocupando na sua totalidade o quarteirão delimitado por duas das principais artérias desta zona histórica da cidade, R. Augusta e R. da Prata, respectivamente a poente e nascente, e cortado pela Rua do Comércio e Rua de S. Julião, a sul e a norte. O edifício, antiga sede do Banco Nacional Ultramarino, posteriormente transferido para o património da Caixa Geral de Depósitos, possui uma localização absolutamente extraordinária na malha urbana da cidade, usufruindo da proximidade de uma das mais belas praças e cenários de Lisboa – o Terreiro do Paço, centro histórico por excelência, local privilegiado pela sua situação.
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Este edifício sofreu sucessivas campanhas de obras (referidas no programa museológico), na sua maioria de remodelação e ampliação dos espaços interiores, destacando-se as realizadas entre 1951 e 1967, da autoria do Arqt. Cristino da Silva. É com esta campanha de obras que o quarteirão é unificado num único edifício. Com uma implantação de c. de 1900m2, distribui-se por 8 pisos, sendo um deles em cave, possuindo, no total, uma área bruta de construção de 13.345m2.
A sua adaptação a museu integra-se na vontade da CML de dotar a cidade de novos equipamentos culturais, transformando-os em espaços vitais para o desenvolvimento económico, cultural e turístico da capital.
Actualmente, e no seguimento do projecto de remodelação apresentado pela Caixa Geral de Depósitos à CML., o edifício apresenta-se como um corpo descarnado cujos interiores estão, na sua maioria, destruídos. Do vasto programa desenhado pelo Arqt. Cristino da Silva, restam-nos apenas alguns fragmentos que, muito embora traduzam hoje a excelência arquitectónica e a coerência linguística de outrora, perderam a sua unidade e sentido no contexto, assumindo-se como peças perdidas de um puzzle. |