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Morte ao Design! Viva o Design! O objeto em reflexão, 1980-2000

02 Out. 2011 > 15 Jan. 2012

Curadoria
Bárbara Coutinho

Design expositivo
Luís Saraiva

Design gráfico
Jorge Silva e Rita Mendes/ Silva Designers

Piso 1


A exposição Morte ao Design¡ Viva o Design! apresenta uma seleção do acervo do MUDE com o propósito de contribuir para o tema em debate na Bienal EXD’11 e aprofundar o estudo, divulgação e internacionalização da coleção do museu. Centramo-nos no contexto pós-modernista, onde a função se dissocia da forma, e no subsequente escrutínio à identidade, natureza e fronteiras da disciplina do design. Em debate a própria noção de objeto – valor, símbolo, representação, linguagem e estetização.

A partir de 1980, os herdeiros dos movimentos Anti-Design e Design Radical aprofundam uma pesquisa que questiona a própria definição de design e o seu património, abrindo um caminho que conduz até à atualidade. Falamos de autores tão diversos como Gaetano Pesce, Ettore Sottsass, Yohji Yamamoto, Comme des Garçons, Martin Margiela, Alessandro Mendini, Andrea Branzi, Philippe Starck, Danny Lane, Jean Paul Gaultier, Issey Miyake ou de obras que defendem o primado da forma ou se afastam da mera provocação por exigirem um exercício de descodificação e criarem uma relação emocional com o utilizador, exaltando o seu valor expressivo, político, poético e irónico. Foge-se a categorizações e desafiam-se as tradicionais fronteiras entre o design, a arquitetura e a arte, na esfera de influência das pesquisas conceptuais protagonizadas por Marcel Duchamp, Richard Artschwager, Donald Judd, Andy Warhol ou Joseph Kosuth.

Proclama-se a morte do paradigma funcionalista para se exaltar o experimentalismo, a reinvenção e o conceptualismo. Assiste-se a uma reflexão sobre o próprio objeto e a sua utilidade, a herança cultural do design, a imagem e o seu valor, a relação com o sistema económico e produtivo, o caráter de representação/significação e a relação com a palavra/conceito. Em consequência, o design vive um momento de grande criatividade, afirmando-se cada vez mais plural, vivo, atuante e abrangente.